Papoila Quente

NÃO !...
Digo não
ao mundo que me ilude
a cada passo.
Ao vento que passando
à minha porta,
me gela no seu abraço.
Ao amor que os homens
dizem existir no próximo.
Ao sangue a iludir-nos
em campos de batalha,
como rosas vermelhas
a rir de todos nós.

NÃO !...

Não quero ser terra apodrecida,
nem árvore, ou estrela, ou pássaro,
estrangulando o silêncio
da noite, terrível.

NÃO !...

Às fontes de solidão
que envenenam os dias de mágoa
NÃO !...
Não posso.
Não quero!...

Quero apenas ser
PAPOILA QUENTE,
Ou sangue do teu ser
em flor...
... Abrindo ...

Manuela Silva Neves
ALUENA
Lisboa - Portugal

Reservados Direitos de Autor


MEMBRO ACADÉMICO : ABRALI

MEMBRO EFECTIVO : AVSPE



 







Webset  by © KissDesign Website