Mãe!...



Dói minha mãe!...
A rosa rubra
que traz este preito
cheio de espinhos
a dilacerar meu peito...



Há recordações deixadas
e estão marcadas
em horas sem ti!...
Distâncias criadas...
Flores amarfanhadas
carinhos perdidos
de tão afastadas,
sorrisos não lidos,
por mim e por ti.



Dói minha mãe!...
Afagos deixados
vivências perdidas
que vão vida afora
em queixas sem fim...



Mas obrigada mãe!...
Porque me deste o ser
me deixaste nascer
e caminhar assim.



Abraço-te mãe!...
Porque vamos renascer
e não iremos perder
oportunidade assim



Meu amor p'ra ti ó mãe!...
E peço ao Senhor da Vida
Que sempre que andares perdida
Ele te dê Sua mão...
E eu a ti peço perdão,
Eu te amo minha querida.



Que o meu pranto te ilumine
E a Nossa Senhora imploro
Que nossas lágrimas enfim
Possam florir em sorrisos
De braços largos se abrindo
Em carinhos sem ter fim.

Manuela Silva Neves

(Dedicado à minha mãe, já na pátria espiritual, no Dia da Mãe)

Reservados Direitos de Autor


Selo de Participação "EVENTO DIA DAS MÃES 2007"




MEMBRO ACADÉMICO : ABRALI

MEMBRO EFECTIVO : AVSPE